9 de outubro de 2026

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Cânions de Cambará do Sul: como visitar Itaimbezinho e Fortaleza

Os cânions de Cambará do Sul mais visitados são o Itaimbezinho e o Fortaleza, e dá para conhecer os dois em um fim de semana. O Itaimbezinho tem trilhas planas e fáceis. O Fortaleza fica um pouco mais longe da cidade e pede mais fôlego, mas entrega a vista mais ampla da região.

Cada um pertence a um parque nacional diferente, os dois na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. A seguir você vê o que cada cânion tem, quanto se caminha e como se preparar para um clima que muda rápido.

Onde ficam os cânions de Cambará do Sul

Eles ficam nos Campos de Cima da Serra, no nordeste gaúcho, a menos de 200 km de Porto Alegre. Cambará do Sul é a cidade gaúcha que serve de base para a visita. Do lado catarinense, quem faz esse papel é Praia Grande, já no pé da serra.

O Itaimbezinho está dentro do Parque Nacional de Aparados da Serra, criado em 1959. O Fortaleza fica no vizinho Parque Nacional da Serra Geral. As bordas dos paredões marcam a divisa entre os dois estados: você caminha em cima, em território gaúcho, e olha para baixo, para a planície catarinense.

Os dois parques são unidades de conservação federais ligadas ao ICMBio. A visitação é operada por uma concessionária, com cobrança de ingresso.

Cascata caindo pelo paredão do Cânion Itaimbezinho, vista de um mirante
Da Trilha do Vértice se veem as cascatas que caem pelo paredão do Itaimbezinho.

O que fazer no Cânion Itaimbezinho

O Itaimbezinho é o cânion mais fácil de visitar: tem cerca de 5,8 km de extensão, paredões que passam de 700 metros e duas trilhas autoguiadas na parte alta.

Trilha do Vértice

É a mais curta, com cerca de 1,5 km entre ida e volta, e serve para qualquer idade. O caminho leva a mirantes de onde você vê a Cascata das Andorinhas e a Cascata Véu de Noiva despencando pelo paredão. Se o tempo estiver apertado, comece por ela.

Trilha do Cotovelo

Tem em torno de 6 km entre ida e volta, em terreno plano, de dificuldade baixa. Ela segue pela borda do cânion até o ponto em que ele faz uma curva, daí o nome. É o melhor lugar para entender o tamanho do Itaimbezinho.

Trilha do Rio do Boi

Essa é outra história. O acesso é por Praia Grande, em Santa Catarina, e a caminhada passa por dentro do cânion, com travessias do rio e trechos de pedra. São cerca de 14 km entre ida e volta, o dia inteiro de atividade, e o acompanhamento de condutor credenciado é obrigatório.

O que fazer no Cânion Fortaleza

No Fortaleza a atração é o tamanho da vista: são cerca de 7,5 km de paredões, e em dia limpo dá para enxergar a planície e o litoral ao fundo. A estrutura é mais simples do que a do Itaimbezinho e o caminho exige mais das pernas.

  • Trilha do Mirante: cerca de 3,5 km entre ida e volta, com subida no trecho final. Do alto você tem a vista mais aberta do cânion.
  • Trilha da Pedra do Segredo: cerca de 2,4 km, passando pelo alto da Cachoeira do Tigre Preto, no ponto em que o rio cai no cânion.
  • Pedra do Segredo: é o ponto final dessa caminhada, um bloco de rocha na beira do paredão.

Parte do acesso ao Fortaleza é em estrada de chão. Em época de chuva, vale perguntar na pousada como está o trecho antes de sair.

Itaimbezinho ou Fortaleza: qual escolher

Se você só tem um dia, o Itaimbezinho é a escolha mais segura, porque as trilhas são planas e a estrutura é melhor. Com dois dias, faça um cânion em cada manhã.

ItemItaimbezinhoFortaleza
ParqueAparados da SerraSerra Geral
Extensão do cânioncerca de 5,8 kmcerca de 7,5 km
Trilhas na parte altaVértice e CotoveloMirante e Pedra do Segredo
Esforçoleveleve a moderado
Trilha de terra em campo de altitude que leva ao mirante do Cânion Fortaleza
A subida ao mirante do Fortaleza é curta, mas o trecho final exige fôlego.

Qual o melhor horário para fugir da neblina

Vá cedo e sem roteiro apertado. A neblina que sobe do litoral, mais comum nos meses quentes, pode fechar o cânion em poucos minutos. Se o tempo fechar quando você chegar, espere um pouco antes de desistir: ela também abre rápido.

O inverno traz o frio mais forte, com geada e vento gelado na borda. No verão o campo fica mais verde e a água das cachoeiras e dos rios está menos fria.

Dias e horários de abertura mudam ao longo do ano, e os parques costumam fechar um dia por semana. Confira antes de ir no site da concessionária dos parques.

O que levar para as trilhas

Leve roupa em camadas e calçado fechado, porque o vento na borda é forte e a temperatura cai de repente. A lista básica cabe em uma mochila pequena:

  1. Corta-vento ou capa de chuva.
  2. Água e um lanche.
  3. Boné ou chapéu e protetor solar, já que quase não há sombra no campo.
  4. Repelente.
  5. Tênis ou bota com sola que não escorregue.

Respeite as cercas e os avisos: a borda não tem proteção em todos os pontos. Regras como a entrada de animais de estimação estão no site da concessionária.

Se a viagem incluir outras cidades serranas, dá para encaixar Cambará depois de um roteiro de três dias por Gramado, Canela e Bento Gonçalves. E na volta para a pousada, com o frio que faz lá em cima, cai bem saber como se prepara um chimarrão.

Perguntas frequentes

Precisa de guia para visitar os cânions?

Nas trilhas da parte alta do Itaimbezinho e do Fortaleza, não. Elas são sinalizadas e você faz por conta própria. O condutor credenciado é obrigatório na Trilha do Rio do Boi, que percorre o interior do cânion.

Dá para visitar os dois cânions no mesmo dia?

Dá, mas fica corrido. Somando as trilhas principais e os deslocamentos, o dia rende pouco tempo de contemplação. O ideal é reservar uma manhã para cada um.

Quantos dias ficar em Cambará do Sul?

Dois dias inteiros resolvem a parte alta dos dois cânions. Se você quiser fazer a Trilha do Rio do Boi, acrescente mais um dia e durma em Praia Grande na véspera.

Criança e idoso conseguem fazer as trilhas?

As trilhas do Vértice e do Cotovelo, no Itaimbezinho, são planas e servem para todas as idades. No Fortaleza, as trilhas têm dificuldade média e a subida do Mirante cansa mais.

Tiago da Silva Cândido

Tiago da Silva Cândido é especialista em SEO em Maceió (AL), com atuação em SEO técnico, e-commerce na plataforma VTEX, SaaS e link building. Coordena o link building da AceleraVix e o SEO da D2UN, e já passou por Moskit CRM, Agência FG e Carajás Home Center. É o responsável pelo Portal Riograndense.