Cânions de Cambará do Sul: como visitar Itaimbezinho e Fortaleza
Os cânions de Cambará do Sul mais visitados são o Itaimbezinho e o Fortaleza, e dá para conhecer os dois em um fim de semana. O Itaimbezinho tem trilhas planas e fáceis. O Fortaleza fica um pouco mais longe da cidade e pede mais fôlego, mas entrega a vista mais ampla da região.
Cada um pertence a um parque nacional diferente, os dois na divisa do Rio Grande do Sul com Santa Catarina. A seguir você vê o que cada cânion tem, quanto se caminha e como se preparar para um clima que muda rápido.
Onde ficam os cânions de Cambará do Sul
Eles ficam nos Campos de Cima da Serra, no nordeste gaúcho, a menos de 200 km de Porto Alegre. Cambará do Sul é a cidade gaúcha que serve de base para a visita. Do lado catarinense, quem faz esse papel é Praia Grande, já no pé da serra.
O Itaimbezinho está dentro do Parque Nacional de Aparados da Serra, criado em 1959. O Fortaleza fica no vizinho Parque Nacional da Serra Geral. As bordas dos paredões marcam a divisa entre os dois estados: você caminha em cima, em território gaúcho, e olha para baixo, para a planície catarinense.
Os dois parques são unidades de conservação federais ligadas ao ICMBio. A visitação é operada por uma concessionária, com cobrança de ingresso.

O que fazer no Cânion Itaimbezinho
O Itaimbezinho é o cânion mais fácil de visitar: tem cerca de 5,8 km de extensão, paredões que passam de 700 metros e duas trilhas autoguiadas na parte alta.
Trilha do Vértice
É a mais curta, com cerca de 1,5 km entre ida e volta, e serve para qualquer idade. O caminho leva a mirantes de onde você vê a Cascata das Andorinhas e a Cascata Véu de Noiva despencando pelo paredão. Se o tempo estiver apertado, comece por ela.
Trilha do Cotovelo
Tem em torno de 6 km entre ida e volta, em terreno plano, de dificuldade baixa. Ela segue pela borda do cânion até o ponto em que ele faz uma curva, daí o nome. É o melhor lugar para entender o tamanho do Itaimbezinho.
Trilha do Rio do Boi
Essa é outra história. O acesso é por Praia Grande, em Santa Catarina, e a caminhada passa por dentro do cânion, com travessias do rio e trechos de pedra. São cerca de 14 km entre ida e volta, o dia inteiro de atividade, e o acompanhamento de condutor credenciado é obrigatório.
O que fazer no Cânion Fortaleza
No Fortaleza a atração é o tamanho da vista: são cerca de 7,5 km de paredões, e em dia limpo dá para enxergar a planície e o litoral ao fundo. A estrutura é mais simples do que a do Itaimbezinho e o caminho exige mais das pernas.
- Trilha do Mirante: cerca de 3,5 km entre ida e volta, com subida no trecho final. Do alto você tem a vista mais aberta do cânion.
- Trilha da Pedra do Segredo: cerca de 2,4 km, passando pelo alto da Cachoeira do Tigre Preto, no ponto em que o rio cai no cânion.
- Pedra do Segredo: é o ponto final dessa caminhada, um bloco de rocha na beira do paredão.
Parte do acesso ao Fortaleza é em estrada de chão. Em época de chuva, vale perguntar na pousada como está o trecho antes de sair.
Itaimbezinho ou Fortaleza: qual escolher
Se você só tem um dia, o Itaimbezinho é a escolha mais segura, porque as trilhas são planas e a estrutura é melhor. Com dois dias, faça um cânion em cada manhã.
| Item | Itaimbezinho | Fortaleza |
|---|---|---|
| Parque | Aparados da Serra | Serra Geral |
| Extensão do cânion | cerca de 5,8 km | cerca de 7,5 km |
| Trilhas na parte alta | Vértice e Cotovelo | Mirante e Pedra do Segredo |
| Esforço | leve | leve a moderado |

Qual o melhor horário para fugir da neblina
Vá cedo e sem roteiro apertado. A neblina que sobe do litoral, mais comum nos meses quentes, pode fechar o cânion em poucos minutos. Se o tempo fechar quando você chegar, espere um pouco antes de desistir: ela também abre rápido.
O inverno traz o frio mais forte, com geada e vento gelado na borda. No verão o campo fica mais verde e a água das cachoeiras e dos rios está menos fria.
Dias e horários de abertura mudam ao longo do ano, e os parques costumam fechar um dia por semana. Confira antes de ir no site da concessionária dos parques.
O que levar para as trilhas
Leve roupa em camadas e calçado fechado, porque o vento na borda é forte e a temperatura cai de repente. A lista básica cabe em uma mochila pequena:
- Corta-vento ou capa de chuva.
- Água e um lanche.
- Boné ou chapéu e protetor solar, já que quase não há sombra no campo.
- Repelente.
- Tênis ou bota com sola que não escorregue.
Respeite as cercas e os avisos: a borda não tem proteção em todos os pontos. Regras como a entrada de animais de estimação estão no site da concessionária.
Se a viagem incluir outras cidades serranas, dá para encaixar Cambará depois de um roteiro de três dias por Gramado, Canela e Bento Gonçalves. E na volta para a pousada, com o frio que faz lá em cima, cai bem saber como se prepara um chimarrão.
Perguntas frequentes
Precisa de guia para visitar os cânions?
Nas trilhas da parte alta do Itaimbezinho e do Fortaleza, não. Elas são sinalizadas e você faz por conta própria. O condutor credenciado é obrigatório na Trilha do Rio do Boi, que percorre o interior do cânion.
Dá para visitar os dois cânions no mesmo dia?
Dá, mas fica corrido. Somando as trilhas principais e os deslocamentos, o dia rende pouco tempo de contemplação. O ideal é reservar uma manhã para cada um.
Quantos dias ficar em Cambará do Sul?
Dois dias inteiros resolvem a parte alta dos dois cânions. Se você quiser fazer a Trilha do Rio do Boi, acrescente mais um dia e durma em Praia Grande na véspera.
Criança e idoso conseguem fazer as trilhas?
As trilhas do Vértice e do Cotovelo, no Itaimbezinho, são planas e servem para todas as idades. No Fortaleza, as trilhas têm dificuldade média e a subida do Mirante cansa mais.